Após flexibilização, vendas no comércio mineiro têm recuperação gradual

De acordo com o IBGE, o setor registrou uma expansão de apenas 2,5% em junho, com destaque para a melhora do segmento de eletrodomésticos e móveis

(Foto: freepik.com)

Da redação
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A reabertura, ainda que gradativa das atividades empresariais, tem se refletido de forma lenta e gradual nos números mais recentes da economia brasileira e mineira. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Minas Gerais, a recuperação das vendas no comércio varejista foi de 2,5% em junho, depois de uma histórica expansão de 18,2% no mês anterior. O número de junho está abaixo do volume de vendas do varejo nacional, que cresceu 8%, após a alta de 14,4% em maio.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), os números dos últimos dois meses compensaram as quedas registradas em abril, quando o indicador recuou 17% no país e 15,2% em Minas Gerais.

“Os resultados mostrados nessa pesquisa confirmam uma tendência de recuperação do volume de vendas no comércio varejista, muito embora a base comparativa imediatamente anterior seja fraca em função da pandemia do novo coronavírus”, explica o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Segundo o especialista da Federação, o processo de reabertura das atividades empresariais, sobretudo do comércio, colaborou para a expansão do indicador. “Quando comparamos as vendas em junho deste ano com o mesmo mês de 2019, o que observamos é um aumento de 2,7% nas vendas em Minas Gerais e 0,5% no Brasil. Certamente, os novos comportamentos do consumidor ajudaram a impulsionar determinados segmentos e, por consequência, o setor”, detalha.

Mais conforto

Em busca de bem-estar e comodidade durante a pandemia, muitos consumidores investiram na aquisição de eletrodomésticos e móveis. No Brasil, esse segmento do varejo cresceu 25,6% em junho, enquanto em Minas Gerais o volume vendido ganhou um incremento de 13,1%.

“Como uma parcela significativa da população continua trabalhando de forma remota, cresce a procura por itens que ofereçam mais conforto e melhores recursos tecnológicos para a casa”, ressalta Almeida.

Outro fator preponderante para o avanço nas vendas desse segmento foi o seu potencial de adaptação. Segundo o IBGE, os pequenos e médios negócios – cujas operações eram majoritariamente voltadas para o comércio físico – aprenderam a trabalhar com entregas e a oferecer seus produtos por canais variados, como sites e aplicativos. Assim, puderam ir na contramão de outras atividades, que ainda tem sofrido os efeitos da suspensão das atividades presenciais.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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