Cafeicultores mineiros terão R$ 392 milhões para financiar safra 2020/2021

Financiamento será disponibilizado pelo BDMG e representa o maior volume de recursos da história do banco para o setor

Foto: divulgação/Emater-MG

Da redação
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Os cafeicultores mineiros poderão contar com um alento para impulsionar a produção da próxima safra. O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) vai disponibilizar R$ 392 milhões para que os produtores possam investir na safra 2020/2021.

Os valores foram disponibilizados pelo Ministério da Agricultura, por meio do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) e representam o maior recurso da história do BDMG voltado para o crédito ao setor cafeeiro.

“Como banco de desenvolvimento, o papel do BDMG torna-se ainda mais imprescindível no contexto dos desafios socioeconômicos causados pela pandemia de Covid-19. Estamos focados em uma atuação anticíclica para fornecer mais crédito aos setores estratégicos da economia, como as cooperativas e pequenos produtores da cadeia do café”, afirma o presidente do BDMG, Sergio Gusmão.

Por meio do Funcafé, o BDMG disponibiliza três linhas de crédito. A primeira, Funcafé Comercialização, é voltada para cooperativas de produção, com prazo de 12 meses de pagamento. A segunda linha é a FAC – Financiamento à Aquisição de Café, também com prazo de 12 meses, destinada aos comercializadores e exportadoras, indústrias torrefadoras e de café solúvel, além de cooperativas. Já a terceira linha é focada no financiamento de capital de giro para cooperativas de produção e para a indústria de café solúvel e de torrefação, com prazo de 24 meses para pagamento.

A safra do café

A economia cafeeira de Minas Gerais é a principal do país e uma das maiores do mundo. O estado responde por pouco mais da metade da produção nacional. Segundo análises recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para este ano, em Minas, é de produção variando entre 30,7 milhões de sacas e 32,1 milhões de sacas de café, 25% a 30% superior em relação à temporada anterior. Esta alta se deve à bienalidade positiva da cultura e ao aumento na área de cultivo, de 983 mil hectares para mais de 1 milhão de hectares neste ano.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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