Pandemia faz índice de confiança do comércio cair 5,7 pontos em MG

Indicador cai em abril pela primeira vez, após oito meses de alta; ele é apurado pela Fecomércio em parceria com a CNC e reflete cenário negativo na capital mineira, no estado e em todo o país

(Foto: freepik.com)

Da redação
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O cenário econômico de incertezas, causado pela paralisação das atividades em função do combate ao novo coronavírus (Covid-19), contribuiu para a primeira queda do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte em 2020.

O indicador, que registrou oito meses seguidos de alta, reduziu 5,7 pontos, saindo de 127,5 pontos, em março, para 121,8, em abril. O Icec é elaborado mensalmente pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar da significativa retração, o Icec permanece acima da fronteira do otimismo (100 pontos). A economista da Fecomércio MG, Bárbara Guimarães explica que o indicador aponta as perspectivas em relação ao futuro da economia, do setor comercial e das empresas atuantes. “Toda a economia mundial têm sofrido os impactos gerados pela pandemia. A queda no indicador reflete diretamente a paralisação de inúmeras atividades comerciais primordiais ao desenvolvimento econômico de Belo Horizonte”, aponta a economista.

Segundo Bárbara, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), um dos subindicadores que compõem o Icec, foi um dos fatores que mais contribuiu para a queda na confiança.

O subindicador atingiu 106,5 pontos percentuais (p.p.) em abril, 8,5 pontos a menos que o atingido em março (115,0). Nesse quesito, o otimismo do empresário caiu principalmente entre aqueles cujas empresas possuem até 50 empregados.

O outro item que apresentou retração foi o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que sinaliza as impressões do setor em relação aos próximos meses. O subindicador atingiu 154,4 pontos, contra 160,2 apurado em março. O quesito avalia o percentual de confiança dos entrevistados na evolução da economia brasileira (88,6%), na expansão do setor (90,2%) e no crescimento das vendas da própria loja (91,9%).

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) – que retrata os planos de melhoria na loja, de ampliação de estoques e do quadro de funcionários – variou negativamente 2,7 p.p., atingindo 104,5 pontos em abril.

Entre os itens do subindicador, destaca-se a projeção de ampliação do quadro de funcionários, fator apontado por 62,8% dos entrevistados. Já 39% dos empresários afirmaram que os investimentos na empresa estão ligeiramente superiores.

Elaborado mensalmente, o Icec é realizado com mil empresários de Belo Horizonte, possui margem de erro de 3,5% e um intervalo de confiança de 95%.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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