Covid-19: turismo cai em todo país; em MG, setor representa 3% do PIB

Economista da Fecomércio MG avalia que setor turístico levará mais tempo do que outros segmentos para se recuperar dos impactos da pandemia de coronavírus

(Foto: Glauco Umbelino/Flickr)

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, as atividades turísticas no Brasil acumularam perdas de R$ 11,96 bilhões em volume de receitas somente na segunda quinzena de março. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O valor indica uma queda de 84% no faturamento em relação ao mesmo período de 2019.

O setor corresponde a cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais. Em 2019, as atividades turísticas em território mineiro representaram um movimento de aproximadamente R$ 20,5 bilhões na economia do estado, segundo o Observatório do Turismo de Minas Gerais.

Ainda segundo a CNC, somado ao prejuízo de R$ 2,2 bilhões registrados na primeira metade de março, o setor já perdeu mais de R$ 14 bilhões desde o início da pandemia no Brasil. Com os danos já sofridos até o momento, os segmentos relacionados ao turismo poderão encerrar até 295 mil empregos formais em apenas três meses.

A queda contraria a grande expectativa que o setor tinha em 2020, devido ao número maior de feriados prolongados. Porém, com o avanço da Covid-19, milhares de consumidores precisaram cancelar ou remarcar suas viagens, provocando uma queda acentuada nos negócios turísticos em todo o país.

O economista-chefe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Guilherme Almeida, avalia que as atividades turísticas devem ser uma das mais afetadas pela pandemia, pois demandam mais tempo para se recuperarem.

“O turismo é um setor estratégico para economia de todo o país. Por meio da atividade turística, milhares de empregos são gerados e garantem renda, principalmente, aos pequenos negócios, que estão presentes em centenas de cidades mineiras”, ressalta ele.

O especialista explica ainda que um dos grandes desafios do setor será conseguir satisfazer as demandas do mercado, uma vez que, ao final do período de calamidade pública, muitos consumidores terão receio de viajar, por conta da aglomeração de pessoas ou até mesmo pelas perdas financeiras.

“Por outro lado, haverá uma parcela de turistas que estarão à procura por viagens e serviços turísticos, devido justamente ao período de isolamento social e às oportunidades que deverão surgir para compensar as perdas do início do ano”, projeta.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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