Coronavírus: prejuízos chegam a 90% em MG, aponta Fecomércio-MG

Os impactos negativos no comércio atacadista e varejista mineiro superam 80% e no setor de serviços em Minas Gerais se aproximam de 90%

Objetivo do governo é estimular o consumo e, com isso, impulsionar a produção da indústria e gerar empregos (Foto: Divulgação/Wikipédia)

Da redação
redacao@interessedeminas.com.br

Os impactos negativos causados pelo novo coronavírus no comércio atacadista e varejista mineiro superam 80% e no setor de serviços em Minas Gerais se aproximam de 90%. Esses são os resultados preliminares de um levantamento elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), em fase final de apuração, divulgado pela entidade.

Inúmeras empresas do setor de comércio, serviços e turismo estão com suas atividades paralisadas, em decorrência das medidas de prevenção adotadas, até o momento, para o combate ao Covid-2019, levando a enorme queda nas vendas e no fluxo de clientes dos estabelecimentos comerciais.

Além disso, os estabelecimentos comerciais de Minas Gerais, que deverão permanecer fechados entre os dias 23 de março e 10 de abril, devem acumular queda de R$ 4,45 bilhões (-27,3%) no faturamento, de acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

“Sem previsão de retomada de suas operações, elas acumulam imensuráveis prejuízos financeiros dia após dia, o que, em muitos casos, poderá comprometer sua sobrevivência futura. Essa situação afeta diretamente os contratos de trabalho dos empregados, que, neste momento, sofrem com a incerteza da continuidade em seus empregos”, afirma a entidade em nota.

O levantamento também demonstra que, em 60,55% dos casos, será preciso paralisar as atividades por conta da Pandemia e das restrições adotadas pelo Poder Público Estadual e Municipal, o que tem gerado transtornos ao setor terciário, tais como: redução no fluxo de clientes (37,72%), restrições ao funcionamento (28,95%), aumento no preço dos fornecedores (16,03%) e falta de produtos para estoque (14%). Não à toa, 53,9% dos estabelecimentos já registraram uma queda superior a 50% no volume de vendas/serviços prestados.

Diante disso, a Fecomércio MG, em conjunto com a CNC, afirmou que está atuando intensamente perante os governos federal e estadual na busca de soluções econômicas, tributárias, trabalhistas e linhas de créditos que possam auxiliar na atenuação dos efeitos já suportados pela iniciativa privada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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