Fiemg alerta: indústria de MG inicia 2020 com ‘resultados moderados’

Apesar das expectativas positivas dos setores empresariais em relação à tão esperada retomada do crescimento econômico no país no segundo ano das gestões Bolsonaro e Zema, os primeiros dados do desempenho industrial mineiro não confirmam essa tendência

(Foto: pxhere.com)

Da redação
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A Pesquisa Indicadores Industriais de Minas Gerais, realizada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) mostrou em janeiro resultados fracos em relação a dezembro de 2019. O faturamento real da Indústria Geral (Indústria de Transformação mais Indústria Extrativa) cresceu moderadamente.

O emprego também registrou aumento, ainda que tímido. As horas trabalhadas na produção, a massa salarial e o rendimento médio real não apresentaram variações frente ao mês anterior.

De acordo com a economista Júlia Silper, analista da Gerência de Estudos Econômicos da Fiemg, a despeito dos resultados moderados no início de 2020, “a expectativa é de recuperação um pouco mais robusta da economia, em um ambiente mais favorável ao consumo, o que deve favorecer a indústria”, afirma.

No entanto, de acordo com o estudo, esse cenário mais oportuno não é suficiente para sustentar um crescimento vigoroso da atividade industrial, o que torna imprescindível a realização de reformas estruturais, especialmente a tributária.

Na análise dos últimos 12 meses, o faturamento, as horas trabalhadas na produção e o rendimento médio real da indústria foram negativos. Os resultados ainda refletem os efeitos adversos das paralisações parciais no setor extrativo mineral iniciadas em 2019, bem como a crise argentina. Entretanto, o emprego registrou o melhor resultado para o período em seis anos, influenciando positivamente a massa salarial.

Faturamento real avança

O faturamento da Indústria Geral avançou 1,2% em janeiro, na comparação com dezembro, em razão dos aumentos nas indústrias de Transformação (2,4%) e Extrativa (0,4%).

Em relação a janeiro de 2019, o índice geral registrou queda de 0,7%, dado o recuo de 1,3% na Indústria de Transformação. No acumulado dos últimos 12 meses, o faturamento real apresentou resultado negativo (-4,5%), em decorrência dos decréscimos na Indústria de Transformação (-0,7%) e na Indústria Extrativa (-39,8%).

Horas trabalhadas estáveis

As horas trabalhadas na produção da Indústria Geral mantiveram-se estáveis em janeiro, frente ao mês anterior, refletindo as pequenas variações, em sentidos opostos, ocorridas nas indústrias de Transformação (-0,3%) e Extrativa (0,1%).

Por outro lado, na comparação com janeiro de 2019, o índice geral aumentou 0,7%, com avanço na Indústria de Transformação (2,2%). Na análise dos últimos 12 meses, o indicador geral caiu 1,0%, devido ao recuo de 21,6% na Indústria Extrativa.

Emprego com leve alta de 0,4%

O emprego da Indústria Geral cresceu 0,4% em janeiro, frente a dezembro, em razão dos avanços nas indústrias de Transformação (0,4%) e Extrativa (0,1%). Em relação a janeiro de 2019, o índice geral subiu 4,4%, em decorrência das expansões nas indústrias de Transformação (4,6%) e Extrativa (1,7%).

Nos últimos 12 meses, indicador da Indústria Geral avançou 2,2%, com aumentos na Indústria de Transformação (2,3%) e na Indústria Extrativa (1,3%).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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