Otimismo: industriais mineiros iniciam 2020 confiantes na economia

De acordo com dados da Fiemg, resultado do ICEI é o mais elevado para o mês de janeiro em 10 anos. A depender dos empresários do setor industrial, 2020 tende a ser um ano positivo para os negócios; mas há controvérsias

  • por em 27 de janeiro de 2020 | atualizado: 13/02/2020 - 12:11

(Foto: freepik.com)

Da redação
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Dados recentemente divulgados pela Federação das Indústrias no Estado de Minas Gerais (Fiemg) indicam que os industriais brasileiros – incluindo os mineiros – estão otimistas com a economia. Isso porque, em janeiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou 64,6 pontos, valor semelhante ao apurado em dezembro de 2019. O resultado, superior a 50 pontos, mostrou que os industriais permaneceram confiantes pelo 16º mês seguido.

O indicador ficou 2,8 pontos acima do apurado em janeiro de 2019 e foi o melhor para o mês desde 2010 (68,3 pontos). Além da menor incerteza política, da inflação controlada e da melhora, ainda que lenta, do mercado de trabalho, a Selic é a mais baixa da história do país.

Esses fatores, segundo a Fiemg, devem seguir alavancando a demanda doméstica e, por conseguinte, estimulando a atividade industrial. O ICEI nacional avançou pela terceira vez sucessiva, com crescimento de 1,0 ponto entre dezembro (64,3 pontos) e janeiro (65,3 pontos).

O estudo resulta da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas, que variam de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam percepção de situação atual melhor e expectativa positiva para os próximos seis meses, respectivamente.

O ICEI é uma publicação mensal realizada pela Fiemg em conjunto com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI). O objetivo é sinalizar aos empresários, ao setor público e à sociedade a visão dos industriais em relação à economia, bem como suas expectativas para o futuro.

A contrapartida a esse resultado é uma visão menos otimista dessa realidade. Avalia-se também que o início do segundo ano da gestão Bolsonaro – e do governador Zema em Minas – já deveria indicar uma recuperação mais expressiva da economia.

A baixa inflação e os juros reduzidos deveriam ser suficientes para alavancar os negócios de maneira mais consistente, o que não estaria se verificando ainda – mesmo com os indicadores levemente favoráveis vindo dos industriais.

A conferir nos próximos meses.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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