Brasil precisa avançar nas reformas em 2020, avalia Fecomércio-MG

Para o economista-chefe da entidade, caso outras reformas se efetivem, o Brasil deverá avançar na recuperação de empregos e investimentos

  • por em 31 de dezembro de 2019 | atualizado: 13/02/2020 - 12:11

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Da redação
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Em 2019, o Brasil passou por algumas mudanças estruturais, como a aprovação da Reforma da Previdência, da Lei da Liberdade Econômica e da Lei do Cadastro Positivo. Para 2020, a projeção da União é que o Produto Interno Bruto (PIB) expanda 2,32%, acima da média de 1,7% para os países desenvolvidos, prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa previsão é puxada pela expectativa da aprovação das reformas Tributária e Administrativa.

Para o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, as reformas são essenciais para o país avançar mais no próximo ano. “Neste ano, a taxa Selic atingiu o menor patamar da história (5% ao ano), a inflação se comportou abaixo do centro da meta (4,25%) e o país recuperou mais de 840 mil empregos formais até outubro. Mas, para que 2020 supere 2019, é preciso avançar nas reformas.”

O especialista da instituição fez uma análise sobre os indicadores macroeconômicos e as perspectivas para o setor de comércio e serviços em 2020, confira.

Importância das reformas

Segundo Almeida, a agenda da equipe liderada por Paulo Guedes teve efeito positivo no mercado em 2019 e o governo deu um passo para reequilibrar as contas públicas ao propor a Reforma da Previdência. No entanto, ele ressalta que o Brasil precisa de outras reformas, como a Tributária. “Só com a adequação de questões estruturais e a diminuição da carga tributária, o país terá um ambiente capaz de reverter o crescimento tímido e os desinvestimentos nos últimos anos”.

Desempenho do PIB

A diminuição da ociosidade na indústria, a agenda de reformas e o aumento do consumo familiar – responsável por 60% do Produto Interno Bruto – devem fazer com que a soma das riquezas produzidas no país termine 2020 em 2,32%. “Caso as projeções se confirmem, este será o melhor resultado registrado desde 2013, quando o PIB encerrou em 3%, um ano antes da crise”, compara.

Inflação baixa

Em 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu o centro da meta da inflação em 4,25%. Entretanto, em virtude do consumo ainda fraco, o nível geral de preços tem se comportado abaixo desse patamar. Por isso, em 2020, o Banco Central ainda projeta uma inflação baixa: 3,6%. “Se a política monetária continuar incentivando o consumo e a indústria voltar a crescer, demandando mais produção, os preços poderão pressionar a inflação para além do centro da meta”, explica.

Queda da taxa de juros

A inflação baixa permite ao Copom reduzir ainda mais a Selic. A expectativa é que a taxa básica termine 2020 em 4,5%, meio ponto abaixo do menor patamar histórico atingido neste ano: 5%. “Essa flexibilização dependerá de vários fatores, desde o comportamento dos preços – em especial dos alimentos, responsáveis por 25% do gasto familiar – à desvalorização do real frente ao dólar – que pode encarecer itens de consumo cujos insumos são importados”, avalia.

Emprego informal

Um pacote de leis de incentivo à redução da burocracia, à expansão de novas empresas e ao acesso ao crédito foi lançado com grande expectativa em 2019. Não à toa, o FMI prevê que o desemprego caia de 11,6%, no 3º trimestre deste ano, para 10,8% em 2020. “A informalidade tem contribuído, em parte, para a retomada do emprego. Apesar disso, a melhora na confiança do empresário e a recuperação do consumo devem impulsionar a demanda por mão de obra”.

Comércio e serviços em alta

Diante dessas projeções, a CNC acredita que o varejo ampliado deve registrar alta de 5,6% no próximo ano. “A demanda por produtos e serviços devem subir graças ao consumo familiar, que será estimulado pela inflação baixa, os juros em queda e a perspectiva de liberação de mais R$ 12 bilhões em recursos extras do FGTS”, conclui Almeida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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