Para Faemg, agronegócio deve crescer 9,8% em 2020 no país

Setor pode faturar quase R$ 670 bi; produção de carne bovina deve crescer 22%, aquecida pela demanda asiática; produtos mineiros chegaram a 165 países neste ano

  • por em 17 de dezembro de 2019 | atualizado: 13/02/2020 - 12:12

(Foto: pixabay.com)

Da redação
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Enquanto especialistas fazem projeções de a economia brasileira crescer entre 2% e 2,5% em 2020, embalada pela leve melhora nos indicadores neste final de ano, o agronegócio trabalha com projeções bem mais promissoras.

Recente balanço divulgado pela Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg) aponta uma expectativa de alta de 9,8% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) no país em 2020 sobre o resultado deste ano. Se esta projeção se confirmar, o faturamento do setor no país pode chegar a R$ 669,7 bilhões.

Este resultado será puxado, especialmente, pela pecuária, que deve crescer mais de 14%. Mas o grande destaque ficará mesmo por conta a produção de carne bovina, que pode subir mais de 22%, superaquecida pela demanda da China outros países asiáticos.

As estimativas apresentadas pela Faemg foram elaboradas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De Minas para 165 países

O presidente da Faemg, Roberto Simões, vê com otimismo as projeções para 2020. “Minas Gerais terá um desempenho muito positivo neste contexto. Os produtos agropecuários mineiros chegaram a 165 países em 2019. Como os juros estão num patamar de baixa que nunca se viu e inflação é a menor desde que se criou o atual índice, o cenário é, sem dúvida, muito favorável”, comemora.

Para Simões, os maiores entraves para crescimento do agronegócio em Minas continua sendo a baixa qualidade da infraestrutura, incluindo estradas, portos e ferrovias, e burocracia excessiva: “Neste quesito, Minas bate o recorte nacional, o que é muito grave. Não queremos benesses para o setor, mas simplificação nas regras. Temos um governador que é também empresário, por isso acreditamos que ele fará algo neste sentido”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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