Fiemg prevê queda de 1,3% no PIB mineiro em 2019 devido à mineração

Retração foi bem menor do que a estimada inicialmente logo após a tragédia em Brumadinho, no final de janeiro

  • por em 5 de dezembro de 2019 | atualizado: 13/02/2020 - 12:15

Apesar da queda esse ano, Fiemg prevê crescimento de 2,3% do PIB mineiro em 2020 (Foto: Sebastião Jacinto/Fiemg)

João Carlos Firpe Penna
joaocarlos@interessedeminas.com.br

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, apresentou hoje (05/12), em coletiva a imprensa na sede da entidade, o rombo gerado pelo setor de mineração esse ano na economia de Minas Gerais.

Na avaliação do dirigente, o PIB mineiro terá uma contração de -1,3% ‑ contra um crescimento de cerca de 1% do PIB nacional. Mas ele avalia que a queda foi bem menor do que a estimada inicialmente logo após a tragédia em Brumadinho, no final de janeiro. À época, previa-se uma diminuição do PIB de até 6%.

Em compensação, numa visão bem mais otimista, Flávio Roscoe afirma que Minas Gerais deve crescer 2,3% em 2020, contra uma média de 2,1% esperada no PIB nacional. Ou seja, ele prevê que Minas Gerais crescerá acima da média do Brasil, como já ocorreu no passado.

Para isso, ele acredita na recuperação fiscal do estado, com base no ajuste a ser realizado junto ao governo federal, e na retomada da mineração em níveis mais favoráveis.

O presidente ressaltou que esses dados têm como base os indicadores financeiros e projeções da área técnica da Federação das Indústrias.

Contudo, ele acredita que o Brasil possa vir a crescer mais de 3% no ano que vem, com base em fatores mais prósperos, como as reformas que estão no Congresso e, principalmente, com a queda recorrente de juros, que está abaixo de 5% atualmente.

“O país nunca teve uma taxa de juros real tão baixa como a de agora. Isso tem um forte impacto para as famílias e para as empresas, que passam a conviver com um cenário onde há uma forte elevação do valor dos ativos reais da economia. Essa é uma mudança cultural, e as pessoas serão obrigadas a sair da renda fixa e buscar investimentos de maior risco, assim como as empresas”, afirmou.

Segundo ele, isso também permite que a economia dê um salto de produtividade bem maior. “Passa a não ser interessante a mera aplicação dos ativos no mercado financeiro. Isso vai trazer grandes benefícios para a economia do Brasil, por isso acredito nesse crescimento a partir do ano que vem acima de 3%”, enfatizou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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