Pragmatismo na economia: Zema e Bolsonaro se rendem ao capital chinês

  • por em 22 de novembro de 2019 | atualizado: 13/02/2020 - 12:15

Romeu Zema negocia cooperação econômica e comercial com a China em encontro no Norte de Minas (Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG)

João Carlos Firpe Penna
joaocarlos@interessedeminas.com.br

Depois de uma campanha eleitoral, no final do ano passado, na qual a China era vista com o “grande inimigo comunista”, o Bolsonaro-candidato dá lugar ao Bolsonaro-presidente e torna-se, pragmaticamente, devotado parceiro comercial preferencial dos chineses.

Em Minas Gerais, como se sabe, o Zema-candidato seguiu à risca o receituário e os princípios da campanha nacional do seu candidato a presidente – João Amoedo. Surpreendentemente, até para o próprio Partido Novo, saiu vitorioso aos 48 minutos do segundo tempo, deixando para trás velhas e, até então, poderosas raposas da política mineira, especialmente tucanos e petistas.

Cerca de 12 meses após a campanha, e quase um ano de governo em meio a grandes dificuldades na economia, ambos mudam de posicionamento e se abrem para a China e para os bilionários fundos de investimento da segunda maior potência mundial.

Após a reunião dos BRICS, realizada na semana passada em Brasília, o presidente Bolsonaro anunciou a liberação, por parte do governo chinês, de um fundo de cerca de US$ 100 bilhões para investimentos no Brasil.

Não importa a cor do gato…

Ao mesmo tempo, o governador Zema confirmou a participação de capital chinês em Minas Gerais, que pode chegar a US$ 4 bilhões para investimentos em saneamento básico e infraestrutura. São dois setores fundamentais para a retomada do crescimento – e que, historicamente, são bancados pelo próprio setor público para viabilizar a injeção de recursos da iniciativa privada nos segmentos produtivos.

É o pragmatismo que chega com força para mostrar que “campanha é campanha; e governo é outra coisa”. Nenhuma surpresa: afinal, como dizem os próprios chineses, não importa a cor do gato, desde que ele coma os ratos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Adson Rosario

Eita Jornaleco imundo e tendencioso….. Trata-se de relação COMERCIAL… A china ao lado dos USA são as maiores potencias econômicas mundiais. Não manter relações comerciais, por ideologia POLITICA, com estas potencias é burrice. Não misturem as coisas….

Murilo Andrade Marçal

Simples, capital não tem pátria vai onde for bem remunerado.

Leo Mesquita

Essa seção “Interesse de Minas” até que começou bem, mas já está mostrando a sua verdadeira face! Em breve saberemos o interesse de quem vocês representam, do interesse de Minas é que vocês não estão interessados!

Bruno

Saneamento básico sempre foi a pauta preferida dos políticos. Desde quando não existia redes de esgoto como agora mas continua os esgotos a céu aberto em diversas cidades e os parlamentares ficando milionários por conta da podridão do sistema.

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Beleza ,antes pragmatismo do que ficar no buraco em que fomos colocados.. De quem voces querem parcerias comerciais? me fala..Bolivia? Venezuela? Cuba? Vão a m…

Renzo Barreto

Olha o nível de jornalismo….
Em momento algum , tanto o ZeMa e o partido Novo , jamais se opuseram ao capital Chinês ou de outra naciolidade…

Werther de Oliveira e Silva

..é a economia, pô! O resto é tudo dependência dela. Parabéns aos dois.

Victor Pereira

Eu só queria saber em qual momento Zema e Partido NOVO se posicionaram contrariamente ao investimento chinês durante a campanha. Parece que o colunista não tem a menor ideia do que fala.