De olho na grana: com a poupança em baixa, onde colocar o meu dinheiro?

É preciso cautela para escolher a modalidade de investimento mais apropriada

(Foto: Pixabay)

Da redação
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A redução da taxa básica de juros para 5% ao ano – menor índice das últimas três décadas – atingiu fortemente a caderneta de poupança, praticamente acabando até mesmo com o pequeno rendimento que oferecia aos poupadores. A consequência direta é a imediata procura por outros investimentos que ofereçam remuneração maior às aplicações.

É preciso cautela para escolher a modalidade de investimento mais apropriada. Segundo os especialistas em finanças, é preciso estudar com muito cuidado todas as possibilidades e ter consciência das condições oferecidas por cada uma delas.

Considerando que a maior parte da população tem perfil conservador no que diz respeito aos investimentos financeiros, a dica é pesquisar as opções entre a chamada renda fixa – são aquelas em que é possível saber antecipadamente qual será o retorno para o investidor (aplicador) na data de vencimento daquele título.

Para comparar títulos e tomar a decisão, é importante avaliar não apenas a rentabilidade oferecida, mas também sua liquidez (facilidade para liquidar o título antes do prazo final, em caso de necessidade). Outro ponto importante é o prazo da aplicação, ou seja, o tempo que o dinheiro vai ficar aplicado.

A orientação da maioria dos analistas é a de que, para definir o melhor prazo, é necessário saber claramente quais são os objetivos com aquele investimento, sempre pensando no curto, médio e longo prazo.

“A primeira coisa a definir é a tolerância ao risco. Temos mais de 20 mil tipos de fundo, então, qual é meu horizonte? ”, ensina o analista financeiro Paulo Vieira. “A melhor opção nem sempre é que a dá mais dinheiro no curto prazo, mas sim a que permite ao aplicador dormir tranquilo”, destaca.

Opções mais comuns

  • Tesouro Direto: é sempre a primeira opção para quem não quer correr riscos. Trata-se, basicamente, de papéis emitidos pelo governo (Tesouro Nacional), e funciona como se o cidadão estivesse emprestando dinheiro para o país, que devolve esse valor corrigido pelos juros. Nesse cenário, o Tesouro IPCA+ é uma opção que rende mais do que a inflação;
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB): o investidor empresta dinheiro para os bancos, com rendimentos levemente melhores do que a poupança;
  • Letras de Crédito Imobiliário ou do Agronegócio (LCIs e LCAs): basicamente, captam recursos para bancos que têm negócios com hipotecas e alienação fiduciária. Nesse caso, são investimentos isentos do Imposto de Renda.
  • Fundos DI: nesse caso, é possível prever a remuneração e a liquidez é diária, o que significa que é possível fazer resgates da aplicação a qualquer momento.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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