Minas reage à crise: saldo de emprego é o segundo melhor do país

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão ligado ao Ministério da Economia, indicam que o superávit de empregos atingiu 10.609 vagas

A reação do emprego foi liderada pelo setor de construção civil (Foto: freepik.com)

João Carlos Firpe Penna
joaocarlos@interessedeminas.com.br

Timidamente, aos poucos, a economia mineira começa a dar sinais de recuperação. Dados recém-divulgados pelo governo federal indicam que a geração de empregos em Minas Gerais, em julho, foi a melhor para o mês desde 2013. Com estes números, Minas Gerais ficou com a segunda melhor posição do país na geração de empregos no mês, logo após São Paulo.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão ligado ao Ministério da Economia, indicam que o superávit de empregos atingiu 10.609 vagas – resultado de 163 mil admissões e 153 mil demissões. São Paulo liderou o ranking com 20.204 novos empregos.

O estado falimentar que atinge o Rio de Janeiro cria uma janela de oportunidades para que Minas Gerais se consolide como segunda maior economia do país, apesar da forte crise que também atinge o mineiros.

Mesmo com a crise, o cenário se mostra relativamente positivo para Minas Gerais. Com o desempenho obtido em julho, Minas já acumula um saldo positivo de quase 100 mil empregos novos no ano – mais precisamente 99.946 novas vagas.

A reação do emprego foi liderada pelo setor de construção civil – cujo desempenho tradicionalmente é um indicador de recuperação (ou queda) da economia como um todo. A indústria de transformação vem em segundo lugar. Na outra ponta, ficou a agropecuária, com um déficit de quase 4 mil empregos no mês – o que é uma má notícia, levando-se em conta a importância do setor para a economia de Minas Gerais.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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