‘Sinal amarelo’ de recessão: ruim para o país e pior ainda para MG

O sinal amarelo de recessão vem do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado pelo mercado como uma “prévia” do PIB (Produto Interno Bruto)

  • por em 12 de agosto de 2019 | atualizado: 13/08/2019 - 20:11

(Foto: freepik.com)

João Carlos Firpe Penna
joaocarlos@interessedeminas.com.br

A notícia de que o país caminha para a recessão, de acordo com dados divulgados hoje (12/08) pelo Banco Central, é ruim para o país, mas pior ainda para Minas Gerais, uma vez que os indicadores de crescimento do estado já apontam para uma forte retração da economia mineira. Ela foi particularmente afetada pela tragédia de Brumadinho e pelo efeito em cadeia dela no setor mineral como um todo.

O sinal amarelo de recessão vem do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado pelo mercado como uma “prévia” do PIB (Produto Interno Bruto).

O cenário torna-se ainda mais grave ao se considerar que os aliados Bolsonaro e Zema acabam de completar apenas seis meses de governo. Este é um período em que, teoricamente, os governantes deveriam ter mais bala na agulha para fazer a economia crescer, naturalmente impulsionados pela legitimidade das urnas.

De acordo com o Banco Central, em junho, o índice subiu 0,3% em relação a maio. No segundo trimestre, o indicador fechou em baixa de 0,13%. Se essa tendência se confirmar na divulgação do PIB trimestral, está tecnicamente configurada a recessão. Este dado será divulgado em 29 de agosto.

Isso ocorre quando há dois períodos seguidos (no caso, trimestres) de resultado negativo de crescimento. Nos três primeiros meses do ano, o PIB brasileiro encolheu 0,2%.

De acordo com a pesquisa semanal do Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, o mercado trabalha com uma projeção de crescimento de 0,81% para o PIB nacional neste ano. Em janeiro, logo após a posse de Bolsonaro e de Zema, a projeção era de elevação de 2,5% em 2019.

Em Minas, estimativas da Federação das Indústrias (Fiemg) apontam para queda de até 4% no PIB mineiro. No início do governo Zema, a previsão era de alta de 3,3% em 2019.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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