Contrariando tendência nacional, cresce confiança do empresário do comércio de BH em março

A situação atual do comércio colaborou para que o Icec de Belo Horizonte variasse positivamente, chegando aos 120,7 pontos em março

Da redação
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Empresários do setor do comércio de Belo Horizonte estão sustentando uma posição de otimismo em relação ao desempenho do setor na capital mineira em março. A tendência contraria uma inclinação do empresariado nacional, que está menos otimista com a economia em geral nesses primeiros meses de governo Bolsonaro.

Os indicadores referentes a BH foram divulgados recentemente pela Fecomércio MG. De acordo com pesquisa da entidade, a situação atual do comércio colaborou para que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte variasse positivamente, chegando aos 120,7 pontos em março. Em fevereiro, o índice registrou 117,4, e em janeiro, 114 pontos.

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Ainda segundo a entidade, “o crescimento, em sequência, acontece desde o mês de setembro de 2018. Os dados permanecem na fronteira do otimismo (acima dos 100) pelo quinto mês seguido. O índice é elaborado mensalmente pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)”.

Por sua vez, pesquisa também recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicou que tanto o Indicador de Confiança Empresarial quanto o de Confiança do Consumidor apresentaram queda de 2% em março, voltando sintomaticamente aos patamares do início de outubro do ano passado, exatamente o período anterior ao da vitória de Bolsonaro nas urnas.

No caso da pesquisa realizada em BH, o aumento do índice para o mês de março se deve, principalmente, à percepção dos empresários em relação às condições da conjuntura do comércio, especificamente. “A inflação estável e o cenário mais favorável para obtenção de crédito impulsionaram o consumo e contribuíram para a melhora da percepção em relação à economia, ao comércio e à empresa. Sobre os seus negócios, 63,4% dos empresários perceberam uma melhora nas condições atuais”, avalia a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro. 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.