O caos da exoneração em massa no governo do Estado

A exoneração de mais de seis mil servidores comissionados provocou um caos administrativo e obrigou Zema a reconduzir profissionais

Gabriel Pazini
gabrielpazini@interessedeminas.com.br

A conturbada transição do governo Fernando Pimentel (PT) para o governo Romeu Zema, do Partido Novo, já criou a primeira crise do novo governo de Minas Gerais. A exoneração de mais de seis mil servidores comissionados do estado provocou um caos administrativo e obrigou o novo governador a reconduzir profissionais aos seus cargos para a “manutenção de serviços emergenciais ou contínuos”.

O governo Pimentel alega que as exonerações aconteceram por pedido do novo governo, enquanto o novo secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy Reis, afirma que o novo governo queria fazer as exonerações com mais calma e isso “não foi um pedido de Romeu Zema”. A trapalhada na transição, no fim das contas, afeta a população que usa os serviços e milhares de famílias.

A exoneração em massa causou transtornos especialmente na Cultura e na imprensa. A Rede Minas está parada e correu o risco de ficar até sem sinal após perder metade dos funcionários. Já a programação cultural de Minas Gerais em janeiro está muito afetada. O tradicional Cine Humberto Mauro, por exemplo, teve sua programação cancelada por falta de funcionários.

A Biblioteca Estadual, por sua vez, está apenas recebendo livros, mas não emprestando, por falta de condições, visto que teve 75% dos funcionários exonerados. Vários museus também tiveram suas programações no mês afetadas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.