Zema não será o profeta dos mercados, avalia cientista político

O cientista político da UFMG Bruno Reis avalia as perspectivas de Zema “dar certo” ou “dar errado” à frente do Executivo mineiro

Segundo Bruno Reis, Zema moderou o discurso desde sua arrancada ainda durante o segundo turno (Crédito: Patrícia Adriely)
João Carlos Firpe Penna
joaocarlos@interessedeminas.com.br

O novo governador de Minas, Romeu Zema, ao contrário do que poderia parecer durante a campanha, não deverá ser uma espécie de “profeta dos mercados”, com uma postura iminentemente liberal. Desde que sua candidatura passou a ser eleitoralmente viável, na reta final do primeiro turno e, especialmente no segundo turno, quando ele se tornou franco favorito, Zema veja assumindo o estilo “veja bem”. Ou seja, buscando uma posição de maior ponderação e reflexão diante dos desafios que tem pela frente.

A análise é do cientista político Bruno Reis, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (DCP/UFMG). Em entrevista ao portal Interesse de Minas, ele avalia as perspectivas de Zema “dar certo” ou “dar errado” à frente do Executivo mineiro. O fato de o governador ser um “outsider” no contexto político mineiro conta a favor, caso ele saiba tirar proveito dessa condição. Assista à entrevista.

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O professor de Ciência Política avalia também os primeiros dias do governo Bolsonaro e destaca: nenhum dos vices teve, na história recente do Brasil, como Marco Maciel, José Alencar ou mesmo Temer, tanta relevância num início de mandato como tem o general Mourão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.